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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

EUA: senadores americanos reconhecem direito de defesa a Israel

Washington, 8/01/2009 - Ao final da reunião de hoje o Senado americano revelou aprovação, por unanimidade, à resolução  que reconhece o direito de Israel de se defender dos ataques do Hamas na Faixa de Gaza e reafirma o "forte" apoio dos Estados Unidos a Israel no conflito atual contra o grupo radical islâmico.

A medida também apóia um processo de paz entre Israel-palestinos que contribua para a segurança de Israel e a um Estado palestino independente.

Segundo fontes legislativas, uma medida similar será aprovada em breve na Câmara de Representantes.

A resolução foi aprovada em um momento em que as Nações Unidas, junto a outras partes interessadas, tentam negociar uma solução diplomática pactuada para a crise originada após a ofensiva israelense contra o Hamas.

O conflito, que  começou em 27 de dezembro, fez 680 palestinos e dez israelenses mortos e  milhares de desabrigados.

Um dos patrocinadores da medida no Senado disse que o objetivo é demonstrar o apoio dos EUA ao "direito inalienável" de Israel de se defender dos ataques de Gaza. E afirmou: "Também apoiamos decididamente o processo de paz entre os israelenses e palestinos". Reid justificou os ataques de Israel com o exemplo de que, em sua opinião, os EUA fariam o mesmo caso uma de suas cidades fosse atacada a partir do Canadá. "Teríamos que proteger nossa população. Não só seria nosso direito, mas nossa obrigação. Isso é o que os israelenses fizeram", explicou Reid.

Reid apoiou a posição do Governo do presidente George W. Bush de que os Estados Unidos apóiam um cessar-fogo e uma resolução pacífica que, no entanto, tem que ser "sustentável, durável e que se cumpra".

O grupo Aipac, um dos mais influentes do lobby judeu nos EUA, expressou satisfação com que o Senado tenha aprovado a resolução, ao considerar que, além de apoiar um processo de paz, "assegurará um fim ao contrabando de armas em direção a Gaza e um fim aos ataques terroristas do Hamas contra Israel".