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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Fanatismo Religioso causa morte em nome de Deus


Expulso da igreja Testemunhas de Jeová em 2004, João Inácio Santos Neto, de 41 anos, executou com facadas, no último sábado, sua ex-mulher, a professora Elizabeth Duhau Rêgo, de 39. Dizendo ser o último integrante de um grupo de “144 mil pessoas que entrarão no reino dos céus”, ele acusava a vítima e outros fiéis da igreja de seguir uma falsa doutrina religiosa.

O crime ocorreu em uma casa no bairro Recanto dos Eucaliptos, em Paty do Alferes. O caso só foi descoberto pela polícia na terça-feira, quando João se entregou na 96 DP ( Miguel Pereira).

- Não ia me entregar. Tinha até produzido alguns álibis. Porém, na noite de segunda-feira, tomei a decisão que Jeová me permitiu. Se ficasse solto, continuaria nos meus julgamentos. Não me arrependo, porque foi uma coisa planejada. Ia passar para os homens. Ela (Elizabeth) foi a primeira vítima porque havia sido minha mulher e conviveu comigo - afirmou João.

Ele citou a Bíblia

O assassino confesso, que teve prisão decretada pela Justiça, contou ao delegado Eliezer Lourenço Costa que obrigou a vítima a ficar de joelhos antes de desferir a última facada. Citando o décimo versículo do 17 capítulo do livro Levítico, da Bíblia (”Ele deve derramar o seu sangue e cobri-lo de terra. Não deveis tomar o sangue de carne alguma, pois a vida de toda carne é o seu sangue”), João disse que a ex-mulher traiu mandamentos de Deus.

João atacou a ex-mulher usando luvas cirúrgicas, quando ela abriu a porta da cozinha. Depois de levar uma facada na barriga, Elizabeth foi arrastada para a sala, onde acabou sendo morta.

- Fiz o inquérito e a matei - disse João.

Elizabeth foi enterrada na terça no Cemitério do Catumbi, no Rio. Uma amiga da vítima disse que João foi expulso da igreja porque agredia freqüentemente a professora e teria se viciado em cocaína. Testemunhas de Jeová foram procurados, mas não quiseram comentar o caso.

Professoras da Escola Edmundo de Macedo, onde Elizabeth dava aulas, disseram que a vítima era uma excelente profissional. (Fonte: Extra)