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sábado, 27 de setembro de 2008

Pastor e Igreja ameaçados na Colômbia

COLÔMBIA  - O pastor William e sua família fugiram de sua cidade no Departamento de Meta, região central do país em 30 de agosto, depois de receber uma ameaça de um grupo guerrilheiro.
Guerrilhas seguiram o pastor William até sua fazenda e o “aconselharam” a fechar sua igreja e parar com os estudos bíblicos que dirige nas casas. Caso não obedecesse, os guerrilheiros bombardeariam a igreja durante um culto.
O comandante da guerrilha dera ordem para o pastor ser expulso. Ele estaria proibido de visitar outros cristãos e de pregar o evangelho. Além disso, o pastor, sua esposa e seus três filhos menores de idade deveriam deixar sua vila localizada na área rural do município de La Macarena, no sul de Meta.
No dia 30 de agosto, a família fugiu apenas com a roupa do corpo. O pastor e sua família perderam todos os animais e a safra que possuíam em sua fazenda. Eles estão, no momento, em um local seguro enquanto o pastor tenta encontrar um trabalho e um local para morar.
Apesar de triste, o pastor está motivado a continuar trabalhando. Ele deseja aprender atividades que vão além do trabalho na fazenda porque, na área urbana, seu conhecimento como fazendeiro não abre muitas possibilidades de emprego.
O pastor William serviu como presidente do Conselho Comunal de sua vila. Sua posição possibilitou que ele falasse a outras pessoas sobre as Boas-Novas de Jesus Cristo. Esse duplo cargo que exercia, de pastor e líder comunitário, pode ter levado os guerrilheiros a ameaçá-lo e aos membros de sua igreja, contam alguns moradores de La Macarena.
A mesma guerrilha também fechou igrejas em pequenos municípios próximos àquele, tais como El Ruby, San Francisco de la Sombra, Playa Rica, Los Posos, El Recreo e La Tunia. O crescimento do cristianismo tem sido restringido na maior parte das 160 vilas do município de La Macarena, e a presença de um representante da guerrilha é obrigatória em todos os cultos.
O motivo principal que leva os grupos ilegais armados a fechar as igrejas é por discordarem da pregação e do ensino feitos pelos pastores e líderes da igreja. Os guerrilheiros acreditam que o cristianismo contraria a doutrina marxista e que os pastores apóiam e procuram avançar o “imperialismo” norte-americano. Os guerrilheiros acreditam que a solução de todos os problemas não está em Deus, em quem eles não acreditam, mas na revolução armada.
Segundo registros, nos últimos cinco anos, cinco famílias do município de La Macarena foram expulsas por causa de sua fé. Um número muito maior de cristãos foi ameaçado, mas impossibilitado de deixar a região por dificuldades financeiras e familiares. Eles estão sendo forçados a se submeter aos padrões determinados pela guerrilha.
Em algumas vilas, a igreja se reúne de maneira clandestina, mas por causa do risco que correm as reuniões não são freqüentes.
Fonte: Portas Abertas